Petroleiros respondem à truculência com mais adesão à greve
04 Nov
A greve dos petroleiros entrou nesta terça-feira (3), em seu terceiro dia, com novas adesões dos trabalhadores. As ações truculentas dos gestores da Petrobrás para tentar desmobilizar a categoria estão sendo respondidas nas bases, com uma greve que se fortalece a cada instante.
Segundo levantamento da FUP e de seus sindicatos, o impacto na produção é de pelo menos 450 mil barris diárias de óleo.
Na Transpetro, os petroleiros dos terminais de Duque de Caxias, do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Santa Catarina somaram-se ao movimento nesta terça. Nas refinarias e outras unidades operacionais, a greve também está sendo ampliada, com a adesão dos trabalhadores da manutenção e dos terceirizados, além do administrativo.
Nas refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Minas Gerais (Regap), Paraná (Repar), Paulínia (Replan) e Mauá (Recap), os movimentos sociais realizaram atos de apoio aos petroleiros, com grande participação dos trabalhadores que retornaram do feriado e aderiram à greve, permanecendo de fora das unidades.
Os sindicatos seguem denunciando as ilegalidades cometidas pelas gerências, como a permanência nas refinarias, plataformas e terminais de equipes de contingências despreparadas, que colocam em risco a vida dos trabalhadores e a integridade das plantas.
Na Bahia, a truculência da Gerência Geral da Rlam chegou ao ponto de mandar prender arbitrariamente o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás.
Fonte: CUT
Fala CNTV
A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) repudia todo e qualquer tipo de violência contra os trabalhadores, bem como as investidas em práticas antissindicais para desmobilizar a categoria e frustrar o movimento paredista.
A Confederação declara ainda total apoio à greve dos companheiros petroleiros e defende a greve como instrumento legítimo dos trabalhadores para lutar por seus justos interesses.
Fonte: CNTV
