Mais detalhistas, mulheres superam preconceito no setor de segurança
18 Out
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Mulheres ganham espaço na área de segurança na região (Foto: Marlon Tavoni/EPTV |
A maior fidelidade e atenção aos detalhes está fazendo com que as mulheres ocupem cada vez mais o setor de segurança, um espaço antes dominado por homens. Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo, o número de mulheres na área em empresas e eventos triplicou nos últimos cinco anos e 30% das pessoas que procuram cursos de formação de vigilantes são mulheres. Há cinco anos, elas eram 5%. O crescimento é acompanhado por profissionais de São Carlos (SP).
A gravata, o colete à prova de balas e a arma na cintura de Soeli França não deixam dúvidas de que ela trabalha com segurança. Ela é vigilante e controla tudo o que entra e sai da empresa em que trabalha.
Segundo ela, trabalhar com segurança era um sonho antigo, mas no começo não foi fácil se adaptar e, após seis anos de experiência, conseguiu se impor. “No meu trabalho todo mundo me respeita, minha equipe toda, as pessoas com quem eu lido no dia a dia, então não tenho problema”, comentou.
Preconceito
Soeli diz que ainda sofre preconceito, mas que consegue contornar os imprevistos. “Tem preconceito porque a maioria dos homens não gosta de ser comandado por mulher, então é complicado”, disse.
A colega de trabalho de Soeli, Priscila David, diz que também enfrentou a situação quando decidiu trabalhar como vigilante, mas dos amigos. Achavam que a beleza e a delicadeza dela não combinavam com a profissão. “Fora do serviço a gente é outra, no serviço a gente veste a farda, e faz a profissão acontecer”, afirmou.
Elas são mais delicadas, mas ao mesmo tempo rígidas. “Se eu não abro o baú do caminhão, não me deixa entrar, é bastante brava”, afirmou o caminhoneiro Ademilson Fernandes da Costa. “Somos mais detalhistas, a gente presta mais atenção nas coisas, não discriminando os homens, mas somos bem mais detalhistas que eles”, considerou Soeli.
Trabalho
O antigo sexo frágil mostra que tem muita força para conquistar um mercado antes dominado pelos homens. Segundo o Ministério do Trabalho, dos 251.156 vigilantes em São Paulo, 88% é de homens e as mulheres são 12%.
Segundo João Almeida, presidente do sindicato de segurança, há bons motivos para as mulheres aumentarem a presença nesse tipo de trabalho. “Ela é muito mais fiel quando você passa um procedimento pra ela. Quando é não é não. O homem é mais maleável”, explicou.
Pra se tornar vigilante é preciso se qualificar e tanto homens como mulheres passam por um treinamento intenso e aprendem como usar as armas. Maria Ferreira fez essa preparação há 11 anos, começou como vigilante, hoje é inspetora e decidiu apostar na carreira. “Eu quero chegar na gerência de segurança, estou me capacitando, fazendo gestão em processo gerencial parta acrescentar tudo isso”, contou.
Fonte: G1-RJ
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