Trabalhadores do transporte de valores param no Norte e Noroeste do Rio de Janeiro
23 Set
Cerca de 300 funcionários responsáveis pelo transporte de valores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, cruzaram os braços nesta sexta-feira (20). De acordo com Humberto Rocha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transporte de Valores (Sindivalores-RJ), os funcionários pedem melhores condições de trabalho, 10% de reajuste nos salários e o fim do banco de horas.
Rocha explicou que com a paralisação, serviços como abastecimento de caixas eletrônicos, coleta nos supermercados, lotéricas e bancos e recolhimento de valores em agências bancárias ficaram comprometidos.
Segundo ele, a categoria reivindica o reajuste salarial de 10%, o fim do banco de horas da tesouraria e administração; plano de saúde, atualmente é descontado 50% do titular e 50% de cada dependente, além da queda da cláusula de redução salarial, que segundo ele, quando alguém é promovido a vigilante de carro forte, passa a ganhar 80% do piso salarial.
O presidente do sindicato revelou ainda que um tesoureiro com dois dependentes chega a receber cerca de R$ 400, com os descontos do plano de saúde sobre um salário mensal que varia de R$ 650 a R$ 700. Tal insatisfação gerou uma ação no ministério do Trabalho, pedindo a revisão da carga horária e a insalubridade dos trabalhadores que lidam com as impurezas do dinheiro.
Aderiram ao movimento de greve os funcionários das empresas Brinks, Prosegur e Trans Expert. Agentes da Polícia Militar acompanharam as manifestações.
Fonte: Uruau com G1
