Sequestros-relâmpago crescem 30% em 1 ano em Belo Horizonte, diz Seds
19 Fev
Houve 78 casos em 2011 e 101 no ano passado.
Polícia Militar orienta que as vítimas não reajam.
O número de sequestros-relâmpago cresceu 30% em um ano, em Belo Horizonte, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Dados da Seds mostram que houve 78 casos em 2011 e 101 no ano passado. De acordo com a Polícia Militar (PM), de uma forma geral, as vítimas são escolhidas aleatoriamente, sem hora e local específicos. A PM alerta que é importante não reagir.
Uma mulher, que preferiu não ser identificada, foi abordada por dois homens armados em janeiro deste ano. Eles seguiram no carro dela e só a libertaram sair 20 minutos depois. “É um momento de total desespero mesmo. E a gente fica impotente, porque a gente não sabe o que vai acontecer e o que fazer nesse momento”.
Grávida de quatro meses na época, ela viveu o desespero de não saber exatamente o que os criminosos queriam. “Eu falava com ele, o tempo todo, que eu estava grávida, pra ele me deixar ficar. Mas ele me pediu que fosse para o banco do passageiro. Aí eu fui e ele foi embora comigo, dirigindo meu carro”.
Embora seja menos comum, o sequestro o sequestro-relâmpago premeditado não é raro. Os criminosos escolhem as vítimas com antecedência e passam dias estudando os hábitos delas. Neste caso, a rotina pode ser um problema.
“A rotina é o pior vício que se tem, sabendo os horários que se chega, que se sai. As fraquezas da estrutura física de uma casa, de um apartamento, por exemplo, e ausência de controle com ex-funcionários da casa, do comércio. Essas pessoas podem passar informações privilegiadas como horário de troca de rendimento de porteiros, ausência de uma câmera de segurança”, explicou o major Gilmar Luciano Santos.
A polícia disse que tem feito ações preventivas e pede que as pessoas mudem com frequência os horários de chegada e saída de casa. Tenham cuidado ao usar o caixa eletrônico, e caso venha a ser uma vítima, jamais reaja. Segundo a PM, os 30 primeiros minutos são os mais difíceis.
“São os momentos em que a adrenalina está à flor da pele do sequestrador e do sequestrado, a possibilidade de um disparo acidental é muito grande. Então esses 30 minutos são o máximo do risco. A pessoa no nervo tentar fugir, um disparo ou briga culminando no homicídio”. Por mais estressante que seja a situação, não perder o controle é fundamental no caso de sequestro.
