CNTV participa de reunião da UNI e debate perseguições da Prosegur
12 Ago
Trabalhadores e dirigentes sindicais da Prosegur se reuniram na segunda e terça (10 e 11) em Santiago, no Chile, para discutir os abusos de direitos humanos da empresa na América do Sul. O secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), Adriano Linhares, participou do encontro, que denunciou as 18 mortes de trabalhadores durante o serviço no ano passado.
Apesar do lucro do primeiro semestre deste ano ultrapassar 78 milhões de euros, a Prosegur se recusa a investir em segurança e prefere ver seus empregados morrendo e enfrentando condições precárias de trabalho. Além disso, há o agravante de três dirigentes sindicais terem sido vítimas de violência física no Chile, Peru e Colômbia. Em nenhum dos casos a Prosegur denunciou publicamente nem procurou a Polícia.
No Chile, um delegado sindical e vigilante foi golpeado com uma barra de metal em seu posto de serviço em março deste ano. O golpe abriu a cabeça do trabalhador. Apesar de a violência ter ocorrido durante sua jornada de trabalho, a Prosegur não denunciou o ataque. Tanto o empregado quanto o sindicato denunciaram a empresa publicamente por não ter adotado qualquer postura em defesa do vigilante.
Outro caso ocorreu na Colômbia, quando em novembro do ano passado um dirigente sindical e empregado da Prosegur levou um soco na boca de um de seus supervisores. O trabalhador ficou oito dias sem trabalhar como resultado do ataque e o agressor recebeu uma sanção de apenas três dias.
“A Prosegur vem acusando injustamente os dirigentes sindicais de terrorismo”, denunciou Linhares. “Isto porque os companheiros não aguentam mais tanto desrespeito e ataques aos seus direitos enquanto seres humanos e também trabalhadores”, completou.
Em agosto do ano passado o secretário geral do sindicato e empregado da Prosegur no Peru foi golpeado na cabeça enquanto saía de casa para trabalhar às 5 da manhã. Novamente a empresa se omitiu.
“A CNTV já vem lutando contra os abusos da Prosegur no Brasil e se coloca à disposição de todos companheiros de outros países que vem sofrendo com os ataques dela. Vamos continuar denunciando e cobrando das autoridades competentes que a multinacional pare com as perseguições e seja responsabilizada pelos seus atos”, assegurou Linhares.
Fonte: CNTV com informações da UNI
