Sindicato dos Bancários denuncia à PF atendimento em agências sem vigilantes suficientes
26 Mai
O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro protocolou, nesta quinta-feira, denúncia na Polícia Federal (PF) contra 146 agências bancárias por manterem o atendimento a clientes mesmo sem vigilantes suficientes para garantir a segurança. A paralisação completa um mês nesta sexta-feira.
De acordo com o presidente da categoria Almir Aguiar, o número de agências fiscalizadas é apenas representativo, porque o sindicato não tem funcionários suficientes para visitar “as mais de 800 agências” da cidade. Na lista apresentada à PF aponta 92 casos em que bancos que abriram com um vigilante, 51 fechadas e duas sem seguranças.
No caso do banco localizado no número 1 da Avenida Rio Branco, embora trabalhasse com dois seguranças, conforme previsto na lei, “o número do efetivo era pequeno frente ao tamanho da agência”, segundo explica Aguiar.
A necessidade da presença dos vigilantes está prevista pela lei 7.102/1983, que obriga a operação das agências com a presença de ao menos dois vigilantes. Com a restrição legal, as agências passaram a ter de atuar apenas com funções internas, sem atender aos clientes.
O Centro é o bairro com mais agências irregulares encontradas pela fiscalização do sindicato: 42. Ipanema vem em segundo, com 16 bancos, seguido de Bangu e Santa Cruz (14) — agrupados no levantamento —, Barra e Recreio (12), Leblon e Jacarepaguá, com 11 cada; e Tijuca (10). A lista ainda cita a Ilha do Governador (9), Realengo (7), Botafogo (3), Praça da Bandeira, Estácio e Urca, que registraram uma agência cada.
O documento apresenta ainda duas áreas nomeadas como “suburbana” e “grande suburbana”, que somam oito agências. De acordo com a entidade, o nome designa a região na qual a Avenida Dom Hélder Câmara corta, na Zona Norte do Rio.
— Nosso objetivo de encaminhar a denúncia é fazer com que a lei seja cumprida. O problema está exposto: as agências operam sem segurança, com risco à população e aos funcionários — explica Aguiar.
Durante a semana, longas filas foram vistas nos caixas eletrônicos das agências. A situação prejudicou o autoatendimento, com terminais fora do ar, poucos disponíveis para depósitos e falta de dinheiro para saques.
Ainda de acordo com os bancários, algumas agências operam normalmente no período da manhã e, voltando a respeitar a lei após uma possível fiscalização por parte do sindicato.
Fonte: O Globo
