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Sindicato cobra do Banco do Brasil segurança nas agências

17 Dez

Diretores do Sindicato e da Federação dos Bancários RJ/ES participaram de uma negociação, nesta segunda-feira (16/12), em que cobraram explicações sobre a falta de segurança em determinadas agências em consequência do número insuficiente de vigilantes durante a greve recente destes trabalhadores e a respeito do atraso no pagamento destes profissionais, que ocasionou uma greve no início do mês. Pelo banco estiveram presentes representantes da Regional de Segurança (Reseg), do Centro de Serviço de Logística (CSL) e da Gerência de Pessoas (Gepes).
Apesar de ser o responsável pelas agências do Estado do Rio de Janeiro, o superintendente estadual do BB, Reinaldo Kazufumi Yokoyama, mais uma vez não compareceu nem mandou representante a uma negociação sobre segurança. Para a diretora da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato Luciana Vieira, este comportamento mostra um grande descaso com a vida de funcionários e clientes. Lembrou que o superintendente foi procurado antes para resolver o problema dos vigilantes, mas que não deu retorno. As entidades sindicais quiseram saber por que determinadas agências funcionam com número de vigilantes abaixo do exigido pelo Plano de Segurança da Polícia Federal. O representante da Reseg disse que isto não aconteceu por orientação do órgão, e que as agências agiram por conta própria. Segundo o Reseg, se contar com um vigilante a menos do que é determinado pelos normativos internos do banco, a agência não poderá funcionar. Tanto a regional de segurança quanto a Gepes se colocaram à disposição das unidades que se encontrarem nesta situação para encontrar uma solução. O Sindicato também deve ser procurado. "Vamos continuar monitorando e cobrando providências", avisou Luciana.
Atraso de pagamento
Em relação ao atraso no pagamento dos salários de novembro dos vigilantes da terceirizada CJF, que ocasionou recente greve dos trabalhadores, o representante do Centro de Serviços e Logística (CSL) disse que o BB adiantou o valor que deveria ser creditado à terceirizada no fim de dezembro, para possibilitar a normalização dos salários. Em reunião anterior com a Federação dos Bancários, a prestadora de serviços disse que o atraso se deveu a dificuldades financeiras. Na negociação de segunda-feira, os diretores do Sindicato cobraram do banco maior fiscalização sobre a empresa para evitar a repetição de problemas como este. Além de Luciana, participaram do encontro os diretores da entidade Rita Motta e André Spiga e o diretor da Federação Paulo de Tarso.
Plano de Segurança
O diretor do Sindicato André Spiga, responsável pelo tema segurança na Secretaria de Saúde do Sindicato, explicou que quando um banco se prepara para abrir uma agência, entra em contato com a Polícia Federal. "De acordo com o tamanho da unidade, a PF estabelece um plano de segurança que estabelece normas a serem seguidas, como número de vigilantes, porta giratória, sistema de alarme e de monitoramento por câmeras", disse. Acrescentou que, caso não cumpra as exigências, a agência não poderá funcionar. Pelas normas da PF, se o número de vigilantes for inferior ao exigido, a unidade não poderá abrir as portas, o que não vem sendo respeitado pelo BB.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

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