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Rio quer R$ 3 bi até 2016 para segurança

11Out

Em ) - 13 2012 2013

Segundo Beltrame, esse é o valor necessário para preparar sua pasta para todos os megaeventos até 2016

O Rio precisa investir R$ 3 bilhões em infraestrutura de segurança pública para atender aos grandes eventos que serão realizados na cidade até os Jogos Olímpicos de 2016. A estimativa foi feita ontem pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, durante o seminário "Segurança - O desafio em grandes eventos", organizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (Acerj). Além das Olimpíadas, a cidade receberá a Rio + 20 (2012), a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude (ambas em 2013) e a Copa de 2014.

Americanos oferecem suporte tecnológico

Beltrame explicou que nessa conta estão investimentos que já começaram a ser feitos. É o caso do Centro de Comando e Controle (CCO), em construção na Praça Onze, que centralizará informações estratégicas e será inaugurado em 2012. Na lista de futuros investimentos estão a implantação de novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a reforma do Batalhão de Choque e da Companhia de Cães da Polícia Militar.

- Os investimentos são para o estado e não para atender apenas à necessidade dos eventos - disse Beltrame.

Nos preparativos para esses eventos, a Secretaria de Segurança conta também com o apoio de outros países, como EUA, França e Espanha, seja com apoio de recursos tecnológicos ou para treinar policiais. O cônsul-geral dos EUA no Rio, Dennis Walter Hearne, revelou que a Secretaria de Segurança Pública testou no carnaval passado um programa desenvolvido pelo FBI. O Comando Central de Informação Virtual (Virtual Command Center) reúne informações sobre segurança de 42 países que compartilham os dados. No teste, o sistema foi usado para emitir alertas de segurança e trocar informações sobre estratégias de combate ao crime, entre outras atividades.

No evento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que quer realizar concursos para aumentar os efetivos da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo ele, isso será negociado esta semana, com outros ministérios.

Efetivos reforçariam também segurança de autoridades

Além de suprir a necessidade de grandes eventos, o aumento de efetivos apoiará as ações de fiscalização de fronteiras e da política de combate ao tráfico de drogas. Segundo Cardozo, a falta de efetivos policiais também prejudica a segurança de autoridades públicas. Ele citou o recente assassinato da juíza Patrícia Acioli e as ameaças aos deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) por parte de milicianos.

- Os efetivos da PF não são suficientes para que se possa fazer atender a todas as autoridades estaduais. Nem para as autoridades federais isso é possível - admitiu o ministro.

Um plano de segurança especificamente para grandes eventos está sendo elaborado. Segundo o secretário extraordinário de Segurança do governo federal para grandes eventos, José Ricardo Botelho, o planejamento deve ser divulgado nos próximos dias.

Cardozo acrescentou que quer obrigar os estados a repassar informações sobre criminalidade. Isso será regulamentado pelo Sistema Nacional de Estatística e Informação de Segurança Pública, a ser implantado por medida provisória. Segundo Cardozo, os dados atualmente disponíveis estão defasados, o que prejudica a elaboração de políticas.

- Recentemente o Ministério da Justiça divulgou o mapa da violência, e me causou espanto que a base de dados deste mapa é do SUS, e não da própria Segurança Pública. Isso porque não temos dados nacionais confiáveis que permitam saber onde e como ocorrem os crimes - criticou.

Cardozo não estabeleceu um prazo para a criação da MP. Mas garante que os estados que não cumprirem as determinações poderão ser penalizados com a diminuição do repasse de verbas para a segurança.

- Os estados que não repassarem informações não receberão do governo verba para segurança pública - afirma Cardozo, que ainda critica a atual distribuição dos investimentos para o setor. - Os recursos para as ações acabam se dando por relações políticas, sem objetividade, ou por intuição, o que é reprovável do ponto de vista de uma boa gestão.

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