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Discutidas saídas para coibir crimes

19Set

Em Mato Grosso, atuam cerca de 30 empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal (PF), que são responsáveis por 100% da segurança em instituições financeiras, seja com a mão-de-obra armada (vigilantes) ou com a vigilância eletrônica (câmeras de segurança, monitoramento, alarmes e outros). Ficam a cargo também da segurança do transporte de valores. Ambos os setores segurados são hoje dois alvos constante da criminalidade no Estado.

“É importante destacar que o que está ocorrendo no Estado está ocorrendo em todo o Brasil”, diz o vice-presidente para Assuntos Jurídicos e Institucionais da Federação Nacional das Empresas de Segurança Pública e Transporte de Valores (Fenavist), Salmen Ghazale, referindo-se à onda de ataques a bancos.

De acordo com o vice-presidente da Fenavist, o Conselho Consultivo para Segurança Privada formado por representantes da Fenavist, federação dos bancários, federação dos bancos, PF, Ministério da Justiça e outros, estuda medidas para aumentar a segurança nas transações bancárias. Uma delas seria a instalação de biombos nos caixas-eletrônicos, para manter o cliente isolado e evitar a famosa “saidinha de banco”.

Para ele, o avanço das ações em instituições financeiras é uma consequência de não flexibilizar a lei que trata do assunto (Lei 7.102/2003). “Os vigilantes têm que trabalhar com um revólver 38, enquanto isso, os bandidos estão armados com AR 15, é incomparável”, revela. “Como as quadrilhas estão cada vez mais especializadas, trabalham com equipamentos modernos e pesados, a única saída dos bancos é reforçar a contratação da segurança privada”, sugere.

Em relação a medidas mais extremas, o empresário considera que não é o papel da segurança privada. “A segurança privada visa inibir a ação de criminosos. Depois dessa ação o caso é entregue ao Estado para que ele resolva o crime”, pondera. “A segurança privada está constantemente em evolução, mas somos um suplemento da segurança pública. Não podemos atuar onde a segurança pública atua”, explica. “Os governos, nas esferas estadual e federal, precisam aparelhar de forma satisfatória suas forças com armas, carros, material de segurança e mais efetivo”.

Sobre o episódio da Galeria Itália, que acabou com a morte de dois vigilantes que faziam a troca dos malotes do caixa-eletrônico, e dois criminosos, Ghazale analisa que é um dos impactos do pouco apoio dado a segurança pública. Já sobre o caso do segurança Alexsandro Abílio de Farias, 28, que matou o empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, 73, Ghazale resume que já há inquérito policial para investigar o caso.

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