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Se há uma mulher brasileira contemporânea que simboliza a resistência, a garra e a luta, sem dúvida é dona Marisa Letícia. E ela sempre estará presente na memória do movimento sindical e da história de nosso país.
Numa conjuntura de golpe e de fascismo, em que desejar a morte parecia comum a alguns, num período em que toda uma família sofria ataques brutais, e ainda sofre, por todos os canais de uma gente que não quer a democracia, dona Marisa jamais esmoreceu.
Histórica militante de esquerda nos anos de 1970, Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres no governo eleito de Dilma Rousseff, explica o que Marisa representa. “Marisa Letícia foi uma grande mulher, destemida, corajosa, solidária e guerreira. Desde as greves de São Bernardo do Campo, ela sempre ajudava, nunca aparecendo em primeiro plano. Mas, sem o trabalho dela, a greve não teria existido e os companheiros não teriam resistido. Ela foi, é e sempre será um exemplo de dignidade, retidão e companheirismo para todas as mulheres brasileiras”, afirma Menicucci, que resistiu à ditadura brasileira e tem vasta bagagem na luta pela democracia, pelos direitos humanos e os direitos das mulheres no Brasil. “Ela soube na grandeza de seu silêncio exercer o papel de companheira e mulher do primeiro presidente operário desse país. Agora, Marisa é uma estrela que nos guiará”, ressalta. Para a professora Universitária e militante do Movimento Feminista, Silmara Conchão, hoje é dia de demonstrar o reconhecimento ao que D. Marisa representou. “Brilha lá no céu mais uma estrela. Que possamos cultivar o que a Marisa nos deixou de exemplo. Foi uma guerreira, corajosa, ao lado de Lula, foi a grande parceira de um líder. Falemos, então, sobre amor, companheirismo e parceria.”. Secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, acredita que a solidariedade e a empatia devam ser mais fortes do que o ódio e o fascismo nesse momento de luto. “Dona Marisa foi coração valente, companheira, amiga, mãe, avó e também ao lado de Lula uma lutadora por esse país , pelos injustiçados e humildes”, lembra. No dia em que Dona Marisa recebeu a homenagem da CUT, há pouquíssimos meses, ela preferiu não falar. Chegou serena, vigorosa ao lado de Lula. E, com os olhos marejados, recebeu todo o carinho merecido, com placas de homenagem, flores e aplausos, ao som de “Maria, Maria”. Mas, agora, para além das concepções políticas, é tempo de falar de humanidade, de exemplo. Porque, no fundo, ninguém quer viver o clima que se instalou no país, de golpe, de ódio, de retrocesso. Queremos, sim, democracia. Mas é hora de falar sobre o amor revolucionário e a fé de uma mulher incansável na luta nesses últimos 40 anos. Que construiu um lar e esteve ao lado de seu companheiro, de seus filhos. Que ajudou a construir greves dos metalúrgicos no ABC, enfrentamentos, que viajou ao lado de Lula por todo o país, o mundo, e o apoiou na construção de um Brasil mais justo e igual. Ela fez história como poucas. E sempre será lembrada como símbolo de resistência e de amor! Fonte: CUT
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