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A greve nacional dos bancários encerrou o 24º dia de mobilização com 13.246 agências e 29 centros administrativos com as atividades paralisadas. O número representa 56% das agências de todo o Brasil. Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, apesar de tudo que estão fazendo, a indignação faz a greve permanecer num patamar muito alto. “Mesmo com pequenas variações para cima e para baixo. É, sem dúvida, a maior greve da categoria, considerando o número de locais aderidos. Está na hora dos bancos ouvirem a voz da sociedade e apresentarem uma proposta que possa encerrar o conflito. Só depende deles. Nós vamos continuar lutando para defender o salário de nossas famílias.”
Segundo ele, os banqueiros fracassaram na tentativa desmobilizar a categoria. Roberto lembra ainda que muita gente já está desconfiada de que os motivos podem não estar nas relações trabalhistas. “O real motivo pode ter conotações políticas e pode estar atendendo a pedidos de gente fora da mesa de negociação. Afinal somos a maior categoria organizada em greve neste momento. Nossas negociações vão balizar outras categorias. Pode ter dedo de gente graúda interessada em achatar o poder de compra de 500 mil famílias para promover um ajuste fiscal.” Fonte: Contraf-CUT |