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Uma só voz, de Norte ao Sul do nosso Continente, trabalhadores vigilantes disseram BASTA às violações dos Direitos Humanos na Prosegur. Centrais sindicais, sindicatos e organizações sociais se mobilizaram em todo o continente contra o modo perverso e criminoso com que os trabalhadores são tratados por esta empresa que não respeita as Leis. Foram encaminhadas cartas às embaixadas solicitando que o governo espanhol intervenha para que a empresa Prosegur respeite a lei e os direitos humanos nos países onde opera. O impacto da demanda pôde ser sentido também nas redes sociais. Mais de 80 mil pessoas no Facebook foram alcançadas pelos diferentes artigos postados e um número similar se alcançou no Twitter. Uma delegação foi encabeçada pelo presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, que, em representação do setor de Segurança Privada da UNI Américas, se reuniu com o conselheiro de emprego e segurança social da Embaixada. O funcionário se comprometeu a informar sobre o caso e tomar as medidas possíveis para transformar a realidade dos trabalhadores da Prosegur e persuadir a empresa para que mude sua forma de agir. Na segunda-feira (15) pela manhã, em Natal, o Sindforte-RN reuniu um contingente de vigilantes em frente a sede da Prosegur, fazendo seu protesto com cartazes, se juntando a milhares de trabalhadores no mundo inteiro que sofrem com os métodos usados pela Prosegur. Segundo o presidente do Sindforte-RN, Tertuliano Santiago, a Prosegur, nos países onde atua, tem por propósito desrespeitar suas leis trabalhistas e impor sua própria missão de conduta, que é a de humilhar o trabalhador. “A Prosegur pensa que ainda estamos no período em que eles, espanhóis, matavam e roubavam nossas riquezas. É bom que ela entenda que este tempo passou; se quer ficar aqui, em nossa terra, tem que se submeter às nossas Leis. Esta manifestação coletiva em diversos países reflete muito bem como a Prosegur vê seus funcionários e colaboradores. Não podemos e não vamos ficar inertes vendo a Prosegur atropelar nossas convenções”, assegurou. Na Bahia, o Sindicato dos Vigilantes liderou uma manifestação na porta da empresa. Trabalhadores foram até lá e distribuíram uma carta aberta denunciando as práticas da Prosegur e pedindo Justiça. No documento, foram destacados os absurdos cometidos no Brasil e Paraguai, onde dirigentes sindicais foram demitidos; Chile, com a intransigência na negociação; e agressões físicas por parte de gerentes da Colômbia e Peru; em comparação com o tratamento “de primeiro mundo” dado aos empregados da Europa. Para o presidente do Sindicato da Bahia e da CNTV, José Boaventura, os vigilantes do Brasil precisam reforçar cada vez mais as lutas contra os abusos das empresas. “Neste ano conseguimos, de fato, participar do Dia Internacional de Justiça. Este é um caminho que precisamos trilhar, unificando nossas lutas com trabalhadores de todo o mundo, de todas as empresas, tanto de vigilantes quanto de limpeza, para garantirmos mais respeito”, avaliou. No DF, trabalhadores de diversas empresas de solidarizaram aos companheiros da Prosegur. Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes do DF e secretário de Finanças da CNTV, Jervalino Bispo, “essa manifestação é muito importante para mostrar todo tipo de injustiça que a Prosegur tem feito com seus trabalhadores no mundo inteiro”. Segundo Bispo, no Brasil a perseguição, mesmo sendo imensa, é ainda menor do que a enfrentada em outros países onde a gigante espanhola atua. “A UNI tem feito um trabalho muito bom de combate às arbitrariedades da Prosegur e nós, trabalhadores, sindicalistas, precisamos colaborar com isso. Em muitos países esta empresa ainda trata seus empregados como escravos e isso precisa acabar”, destacou Bispo. Fonte: CNTV com Sindforte-RN |