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Diante do forte poder de mobilização dos vigilantes de Alagoas, em greve há nove dias, os patrões recuaram e solicitaram uma audiência de mediação para discutir o reajuste salarial da categoria. A reunião está marcada para esta sexta-feira (13), às 10h, no Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os trabalhadores pedem reajuste de 15% nos salários, vale-alimentação de R$ 18, prêmio assiduidade de R$ 150, adicional de 30% para vigilantes motociclistas e do auto atendimento, plano de saúde gratuito e participação nos lucros de 3%.
A proposta apresentada pelo patronato, entretanto, definiu o reajuste do INPC mais 1,5% para os salários, vale-alimentação e prêmio assiduidade. As demais reivindicações não foram contempladas.
Durante o período de negociação antes da greve, os patrões faltaram a duas audiências solicitadas pelo Sindicato dos Vigilantes de Alagoas. A ausência do patronato na última audiência, agendada para 29 de janeiro, empurrou os trabalhadores para a greve, já que não houve negociação.
Para o presidente do Sindicato, José Cícero Ferreira, é importante que os trabalhadores permaneçam mobilizados. “Acreditamos que, junto com os trabalhadores, vamos conseguir vencer o monopólio que se recusa a dar aumento aos vigilantes”, declarou.
Demissões na Secretaria de Educação A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Alagoas participará de uma reunião, nesta quarta-feira (11), com o secretário de Educação e vice-governador do estado, José Luciano Barbosa da Silva. A demissão de cerca de 360 vigilantes que prestam serviço para Secretaria de Educação é o assunto do encontro. Na última quarta-feira (4), a rescisão unilateral do contrato com a Vital Segurança, publicada no Diário Oficial de Alagoas, deixou os trabalhadores preocupados. Um ato com ampla participação dos vigilantes foi promovido pelo Sindicato na última sexta-feira (6) como protesto pelas demissões. A expectativa é que o governo reverta a decisão e que os vigilantes possam retornar aos postos de trabalho.
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