Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 10/02/2015
Mobilizados, vigilantes de Alagoas fazem patrões recuarem. Audiência será na sexta
 

Diante do forte poder de mobilização dos vigilantes de Alagoas, em greve há nove dias, os patrões recuaram e solicitaram uma audiência de mediação para discutir o reajuste salarial da categoria. A reunião está marcada para esta sexta-feira (13), às 10h, no Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

Os trabalhadores pedem reajuste de 15% nos salários, vale-alimentação de R$ 18, prêmio assiduidade de R$ 150, adicional de 30% para vigilantes motociclistas e do auto atendimento, plano de saúde gratuito e participação nos lucros de 3%.

 

A proposta apresentada pelo patronato, entretanto, definiu o reajuste do INPC mais 1,5% para os salários, vale-alimentação e prêmio assiduidade. As demais reivindicações não foram contempladas.

 

Durante o período de negociação antes da greve, os patrões faltaram a duas audiências solicitadas pelo Sindicato dos Vigilantes de Alagoas. A ausência do patronato na última audiência, agendada para 29 de janeiro, empurrou os trabalhadores para a greve, já que não houve negociação.

 

Para o presidente do Sindicato, José Cícero Ferreira, é importante que os trabalhadores permaneçam mobilizados. “Acreditamos que, junto com os trabalhadores, vamos conseguir vencer o monopólio que se recusa a dar aumento aos vigilantes”, declarou.

 

Demissões na Secretaria de Educação

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Alagoas participará de uma reunião, nesta quarta-feira (11), com o secretário de Educação e vice-governador do estado, José Luciano Barbosa da Silva. A demissão de cerca de 360 vigilantes que prestam serviço para Secretaria de Educação é o assunto do encontro.

Na última quarta-feira (4), a rescisão unilateral do contrato com a Vital Segurança, publicada no Diário Oficial de Alagoas, deixou os trabalhadores preocupados. Um ato com ampla participação dos vigilantes foi promovido pelo Sindicato na última sexta-feira (6) como protesto pelas demissões.

A expectativa é que o governo reverta a decisão e que os vigilantes possam retornar aos postos de trabalho.


Fonte: CNTV