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Em greve desde segunda-feira (2), os vigilantes de Alagoas ainda não têm previsão de quando devem retornar ao trabalho. Isto porque os patrões mantém a proposta de reajuste com apenas 1,5% de ganho real, além dos 6,23% de reposição das perdas registradas pelo INPC. Nesta quarta-feira (4), as 40 agências bancárias de Maceió estão fechadas em razão da paralisação da categoria. Estão na pauta de reivindicações o reajuste de 15% nos salários, vale-alimentação de R$ 18, prêmio assiduidade de R$ 150, adicional de 30% para vigilantes motociclistas e do autoatendimento, plano de saúde gratuito e participação nos lucros de 3%. A proposta do patronato, entretanto, definiu o reajuste do INPC mais 1,5% para os salários, vale-alimentação e prêmio assiduidade. As demais reivindicações não foram contempladas na proposta.
Paralisação começou com Porto fechado
A greve dos vigilantes de Alagoas teve início com paralisação no Porto de Maceió na segunda-feira (2), que foi suspensa na terça-feira com a promessa dos patrões de sentar para negociar. Segundo o tesoureiro do Sindicato dos Vigilantes de Alagoas, José Cícero da Silva, as empresas não honraram o acordo e, agora, só haverá suspensão das atividades caso o acordo já esteja fechado. “Estamos aguardando a boa vontade dos patrões em negociar. Suspendemos a greve no seu segundo dia por conta da reunião de negociação, mas nada aconteceu. Hoje demos prosseguimento ao movimento com a paralisação dos bancos e, caso não haja avanço nas negociações, os vigilantes do interior também vão parar”, alertou. O presidente da entidade e diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Cícero Ferreira, apontou como problema a tentativa dos patrões de incluir o vigilante horista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Eles querem uma Convenção Coletiva com horista e já falamos que não vamos aceitar. Já sofremos com salários baixos, as empresas visam o lucro sem se preocuparem com a vida dos seus empregados e continuam o desrespeito durante as negociações, oferecendo pouco ganho real. Não bastando isso, ainda querem colocar o horista para diminuir ainda mais os salários. Não vamos aceitar!”, concluiu Ferreira. Fonte: CNTV |