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Trabalhadores vigilantes, bancários e familiares de vítimas de ataques a bancos realizaram na manhã de terça-feira (5) uma manifestação nas agências bancárias de Irecê (BA), exigindo mais segurança. A intenção do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, da Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feeb) e do Sindicato dos Vigilantes da Bahia foi chamar a atenção da sociedade, buscando ampliar leis para prevenir assaltos e sequestros, lembrando ainda o recente ataque a um carro-forte que acabou com a morte de um companheiro vigilante. O ato foi parte do Dia Interestadual de Protesto por mais Segurança, promovido pela Feeb.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Carlos Alberto, lembrou este recente episódio em que um carro-forte da Prosegur foi assaltado e explodido por bandidos fortemente armados, deixando vigilantes gravemente feridos e levando um deles, Ivan Lúcio da Silva, a óbito. “Foi um verdadeiro ataque terrorista”, classificou. Segundo ele, o acontecimento reforça a necessidade urgente de investimentos na segurança de todos – população, clientes, usuários, bancários e vigilantes.
Carlos Alberto destacou ainda os pesados investimentos das instituições financeiras na tecnologia e as penalizações às categorias de bancários de vigilantes. “O prejuízo à população é enorme, pois ela passa a não usufruir dos serviços bancários na agência que foi alvo de ataques criminosos, ficando fechada por vários meses, a exemplo da cidade de Gentio do Ouro, que está sem atividade bancária desde o carnaval deste ano”, contou.
O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e do Sindicato dos Vigilantes da Bahia, José Boaventura, falou sobre os altos números de ataques a bancos na região. “Somente em julho foram sete. Em 2014, já somam 11. São números alarmantes e que merecem atenção de todos”, enfatizou Boaventura.
Para ele, a manifestação cumpriu seu papel. “Conseguimos chamar a atenção da população e cobrar providência dos bancos e dos órgãos de segurança pública em relação a toda esta situação, exigindo mais respeito à vida dos trabalhadores e da sociedade de modo geral”, avaliou.
Fonte: CNTV
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