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Com mais de 1000 km rodados até agora, nesta segunda-feira, 04, a Expedição Alagoas foi até a cidade de Craíbas para conhecer o cenário onde ocorre o que muitos chamam de "Novo Cangaço". Assim como os grupos do cangaceiro Lampião, as quadrilhas do "Novo Cangaço" chegam à cidade em grande número, fortemente armados, fecham as principais vias do município, explodem as agências bancárias e fogem sem serem incomodados pela polícia. É fácil perceber o quanto a violência intimida os craibenses, ao serem informados que a reportagem é sobre a onda de assaltos, poucos se sentem confortáveis para conversar sobre o assunto. Temem represálias. Com mais de 20 mil habitantes, segundo os moradores da cidade, Craíbas conta com um efetivo de cinco policiais militares. E a delegacia só funciona uma vez por semana. A reportagem tentou conversar com os policiais, mas eles informaram que não estavam autorizados a conceder entrevista. Sobre a atuação da polícia, o aposentado José Bezerra resume "A polícia só aparece depois que os ladrões vão embora. Eu também faria o mesmo, como que cinco policiais vão dar conta de vinte homens fortemente armados", disse Bezerra. Uma solução apontada por parte dos cidadãos é aumentar o número de policiais da cidade e criar um sistema de vigilância eletrônica através de câmeras de segurança, que apesar de não impedirem a atuação dos bandidos, pelo menos registram os passos dos mesmos. Somente este ano a agência do Banco do Brasil, do Bradesco e dos Correios já foram assaltadas duas vezes cada uma. No último assalto à agência dos Correios, um dos moradores que estava presente no momento do assalto relembra a ousadia dos bandidos, "Antes de sair eles disseram que depois iam voltar para assaltar novamente" Mais de três meses após o último assalto os caixas eletrônicos da agência do Banco do Brasil ainda não estão funcionando por causa da falta de um estabilizador de energia. Com isso, os moradores de Craíbas reclamam que muitas vezes tem que se deslocar cerca de 25 km até a cidade de Arapiraca para realizar uma operação bancária. Com a falta de caixas eletrônicos nos bancos, o serviço de atendimento fica sobrecarregado, logo, grandes filas se formam. Como alternativa os moradores procuram a agência dos Correios para realizar depósitos e saques, mas a situação por lá não é diferente. "É um absurdo, uma tremenda falta de respeito com o cidadão. As pessoas chegam aqui cinco horas da manhã e muitas vezes já tem fila, a pessoa perde uma manhã inteira para fazer um simples saque ou pagamento, isso quando tem dinheiro, porque o carro forte só vem aqui abastecer três vezes por semana" desabofou a comerciante Juciara Correia. Fonte: Uol |