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Os responsáveis legais pela Prosegur Colômbia, Alejandro Rojas Agudelo e Jorge Alfonso Mora Rojas receberam na última terça-feira (24) um mandado de prisão de cinco dias pelo não cumprimento de uma ordem judicial emitida anteriormente. Isto porque, em 2010, a empresa pagou ilegalmente cerca de 4 milhões de pesos colombianos – aproximadamente 2 mil dólares – para que trabalhadores não sindicalizados assinassem um acordo coletivo. Uma liminar de agosto de 2012 obrigava a empresa a pagar o mesmo valor aos membros do Sindicato dos Trabalhadores da Colômbia Sintravalores. De acordo com a juíza Carmen Rocio Vasquez, a empresa "não ofereceu razões pelas quais eles não fizeram [o pagamento aos trabalhadores sindicalizados], apesar do lapso de tempo mais do que suficiente, e para além das exigências que foram feitas ao longo das várias etapas, tornando-se evidente a falta de empreendimento de ações necessárias para cumprir rigorosamente as ordens judiciais emitidas no presente caso". Ao invés de cumprir a ordem judicial, a Prosegur repetiu a prática em dezembro de 2013, pagando um bônus de 2 milhões de pesos (mil dólares) para os trabalhadores não-sindicalizados para assinar um novo acordo coletivo. Na decisão de 20 de junho, a Prosegur também está obrigada a pagar o mesmo valor, juntamente com os benefícios concedidos aos trabalhadores não sindicalizados, para os membros da SINTRAVALORES. “É uma boa notícia que a Prosegur na Colômbia esteja sendo forçada a cumprir uma ordem judicial através de uma prisão dos responsáveis. No entanto, continuamos muito preocupados com esta situação e com a integridade física de nossos colegas e suas famílias”, afirmou Benjamin Parton, diretor regional da Uni Américas. “Esta é outra situação que já conhecemos. A empresa paga uma propina para que os trabalhadores possam se desfiliar do sindicato, enfraquecendo assim o movimento dos trabalhadores e abrindo espaço para criar práticas cada vez mais abusivas”, condenou José Boaventura, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). Fonte: CNTV |