![]() |
|
||||
|
O descaso do governo de Rondônia com a segurança de alunos e funcionários das escolas estaduais e com o emprego dos vigilantes já começou a dar resultado. Na madrugada desta segunda-feira (11) a Escola Estadual Jânio Quadros, localizada no Bairro Mariana, Zona Leste de Porto Velho, foi invadida por bandidos. Os bandidos arrombaram as portas e espalharam equipamentos pelo chão, mas levaram apenas a merenda dos estudantes. O prejuízo só não foi maior porque os moradores próximos da escola ouviram os barulhos e chamaram a polícia. No fundo da instituição de ensino estavam computadores, aparelhos eletrônicos, uma roçadeira e instrumentos musicais do programa Mais Educação. Tudo seria levado pelos bandidos. O crime ocorreu menos de um mês depois que o Estado substituiu os vigilantes pelo equipamento. Os representantes dos trabalhadores já vinham alertando sobre os riscos a que o patrimônio e as pessoas estariam expostos caso os vigilantes fossem demitidos. “As câmeras apenas auxiliam, não substituem o trabalho dos vigilantes. Já pedi que o governador reveja essa situação, caso contrário os funcionários das escolas, pais e alunos se unirão a nós, vigilantes, nessa briga”, assegurou Paulo Tico, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Rondônia. Segundo Tico o conselheiro do Tribunal de Contas da União Benedito Alves já mandou suspender imediatamente a instalação das câmeras. “Não houve projeto de nada, nem licitação. Está tudo servindo aos interesses do governo e os vigilantes e quem mais depende das escolas que estão sofrendo”, desabafou o sindicalista. O vice-diretor da escola, Sandoval Nunes, conta que chegou por volta das 6h (horário local) e encontrou muita bagunça. Segundo Sandoval, a escola atende cerca de 1,7 mil alunos e teve vários objetos roubados. "Isso desanima a gente. A gente dá o sangue pela escola, pela nossa comunidade. E aí acaba numa situação dessa. É difícil pra gente. Dá vontade de chorar", diz Sandoval. "É um prejuízo tremendo, porque há muito tempo a gente vem tentando realizar alguma coisa diferenciada nas escolas. E agora, estou muito triste porque estou vendo o nosso trabalho jogado por água abaixo", desabafa Rosa Maria, diretora da escola. Fonte: CNTV |