Empresas de transportes têm adotado os vigilantes de escolta armada como medida para evitar os altos prejuízos com a crescente modalidade do roubo de carga ou de valores. Com a aproximação do Natal, aumenta a circulação de produtos nas estradas e o risco para os vigilantes. Conforme o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Uberaba, Região e Vale do Rio, Ricardo Teixeira, os vigilantes de escolta armada convivem com vários fatores de risco nas rodovias. “O problema é com a sobrecarga de horas trabalhadas, o armamento ser inferior ao dos bandidos e o veículo não ser blindado. Por isso, estamos lutando para que a categoria tenha mais segurança e horário para descansar. Os principais alvos são os caminhões com produtos eletrônicos. Para se ter uma ideia, o número de ataques aumentou em cerca de 25%. É preciso mudar a lei para dar mais segurança aos vigilantes, como, por exemplo, permitir a blindagem dos carros comuns e ter veículos mais potentes”, enfatizou.
Ele lembra que os vigilantes visam garantir a integridade do seu patrimônio, utilizando viaturas identificadas, rastreadas por satélite e equipamentos de segurança ostensivos de última geração, além dos agentes serem altamente treinados e qualificados para atuarem em situações de risco. “O exercício da atividade de vigilante de escolta armada dependerá de autorização prévia do Departamento de Polícia Federal. A escolta armada vem para dificultar ao máximo o roubo de carga, já que, além de outras medidas preventivas, a presença de vigilantes armados inibe a ação desses bandidos, que, hoje, fazem parte de quadrilhas que obtêm informações e se preparam para agir de maneira eficiente. Por isso, os vigilantes necessitam de maior segurança”, concluiu.
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