Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 18/09/2013
CNTV se reúne com deputado de Rondônia para tratar das 2.500 demissões
 

O secretário de finanças da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), Jervalino Bispo, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Vigilância (Sintesv), Paulo Tico, se reuniram nesta terça-feira (17) com o deputado Kaká Mendonça (PTB), líder do governo na Assembleia Legislativa de Rondônia para discutir a demissão de 2.500 vigilantes anunciada em julho. A reunião é resultado de um encontro com a deputada federal Erika Kokay (PT) e deputados do Estado na semana passada para tratar do mesmo assunto.

                O deputado Kaká Mendonça se comprometeu a agendar uma reunião com o governador, Confúcio Moura (PMDB) já para a próxima semana. Segundo Jervalino Bispo a intenção é reforçar o apelo para que as demissões sejam canceladas. “Alguns trabalhadores já foram demitidos e outros estão cumprindo os últimos dias. Estamos falando de aproximadamente 10 mil pessoas impactadas negativamente por uma briga meramente política”, condenou Bispo.

                Outro problema são as verbas rescisórias. As empresas afirmam que não têm condições de fazer o pagamento porque até hoje a Secretaria de Educação (Seduc) não fez o repasse. “Essa é a outra preocupação do Sintesv. Os trabalhadores correm o risco de, além de perder o emprego, não ter também verba rescisória”, explicou Paulo Tico, presidente da entidade.

 

Na briga política, quem perde são os trabalhadores

               

                A guerra entre o presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho, e o governador de Rondônia, Confúcio Moura, vem há muito tempo prejudicando a classe trabalhadora do Estado, principalmente os terceirizados. Em resposta às contestações dos deputados sobre o valor pago às empresas de vigilância, Moura decidiu cancelar todos os contratos e partir para o monitoramento eletrônico alegando contenção de gastos.

                O problema é que pouco seria economizado nessa mudança, comprovando o caráter político das demissões. Além disso, alunos e funcionários das escolas serão expostos a riscos constantes, uma vez que a tecnologia da forma como será utilizada não é capaz de prevenir crimes.

                “Existe essa briga entre o presidente da Assembleia e o governador e outra maior ainda entre um empresário da segurança e o governador. Isso tudo acaba prejudicando o lado mais frágil, que são os trabalhadores”, afirmou Jervalino. “Vamos tomar todas as medidas possíveis para impedir esse ato de loucura do governador”, garantiu.

 

Fonte: CNTV