Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 25/02/2013
Quadrilha da dinamite ataca cidades pequenas
Ataque a bancos
 
Explosões de caixas eletrônicos aumentaram este ano em municípios de pequeno e médio porte

Quadrilhas especializadas em roubos a caixas eletrônicos com o emprego de explosivos mudaram de estratégia na região e passaram a agir em cidades pequenas e de médio porte, além de distritos. De acordo com levantamento da Polícia Militar, foram registrados este ano, até a última sexta-feira, um total de 18 ocorrências envolvendo tentativas, furtos e roubos consumados. Deste total, sete ocorreram em cidades com menos de 100 mil habitantes.
Entre as pequenas cidades, consideradas mais vulneráveis, está Paraibuna, com o registro de duas tentativas de furto e um roubo somente este ano.

Crime. E foi em Paraibuna o registro do último crime, ocorrido na madrugada de quarta-feira passada.
Uma quadrilha composta por oito homens fortemente armados detonou os caixas eletrônicos do Bradesco.
Na hora do crime, estavam na cidade apenas três policiais militares e um policial civil. Os criminosos chegaram a trocar tiros com os policiais.
“Cidades pequenas precisam ficar atentas a essa modalidade de crime”, disse o capitão Tibério Bonifácio, da PM .
Na lista deste ano também constam Redenção da Serra e São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos.

Balanço. No ano passado, o levantamento da PM identificou um total de 47 ocorrências no Vale do Paraíba, das quais 20 aconteceram em cidades de pequeno e médio porte, como Canas, São Luís do Paraitinga, Piquete, Ilhabela e, novamente, Paraibuna.
“Os últimos casos demonstram o quanto muitas cidades estão vulneráveis e precisam de reforço no policiamento", afirmou o especialista em Segurança Pública, José Vicente da Silva Filho.
Para ele, as quadrilhas investem em pesquisa para a identificação dos alvos em potencial. "São pessoas especializadas, que conhecem o campo onde vão atuar, sabem das fragilidades da cidade, agem fortemente armados e sem deixar pistas. Esse é um crime rápido, lucrativo e de difícil investigação", afirmou.

Tempo. Sobre o aumento desse tipo de crime em todo o Estado, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, negou a necessidade da criação de uma unidade especializada.
"Um caso leva a outro, temos delegacias especializadas em todo estado para crimes no geral. O que se requer nesses caso, é tempo. Precisa de investigação minuciosa."
Segundo João Barbosa Filho, delegado do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária) membros de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime estão sendo identificados. Ainda não há informações dos criminosos que levaram 75 quilos de bananas de dinamite do canteiro de obras da Rodovia dos Tamoios (SP-99) no inicio do mês. "Já prendemos uma quadrilha no litoral e agora estamos investigando se tem envolvimento com outras. É um tipo de investigação que precisa de tempo", disse.

Bancos ajudam na investigação
São José dos Campos

Por meio da assessoria de imprensa, os bancos do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander informaram que colaboram com as investigações da polícia. Valores estimados do dinheiro levado dos caixas eletrônicos não foram divulgados por ‘medida de segurança’.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e região, Maria de Lourdes de Oliveira, disse que pede com frequência para que as agências instalem portas giratórias e que os caixas tenham pelos menos vigias durante a noite.
“Nosso objetivo é zelar e prestar apoio ao trabalhador bancário, porém, para que ele possa se sentir seguro, é preciso essas medicadas de segurança. O banco do Brasil de Paraibuna tinha vigia e por isso os criminosos fugiram, acredito que se todos tivessem, muitos crimes seriam evitados.”