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| A 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão abriu inquérito para apurar quatro furtos a caixas eletrônicos ocorridos nesta semana nos municípios de abrangência da comarca. No Paraná, houve aumento de 1.200% na quantidade de ataques com uso de explosivos de 2012 em relação a 2011, Os dois últimos casos ocorreram ontem de madrugada em Jussara (Noroeste), quando dois bancos foram alvos dos marginais. As agências ficam a menos de 200 metros de distância uma da outra. A ação dos bandidos foi simultânea. ``Aparentemente parece ser a mesma equipe, até pela forma deles agirem´´, revelou o investigador Claudemir Garcia. Os bandidos usaram grande volume de dinamite na ação, tanto que a explosão comprometeu a estrutura do prédio. O imóvel precisou ser interditado. A 16ª SDP já havia registrado outros dois furtos com explosões de equipamentos no início da semana nos municípios de Iporã e Goioerê. Jaguariaíva (Campos Gerais) também registrou um ataque a caixa eletrônico ontem. Em nenhum caso foi revelado o montante de dinheiro levado pelos criminosos. As ações mostram que as quadrilhas estão focando cidades de menor porte, aproveitando-se do frágil policiamento. Em Jussara, por exemplo, havia apenas um policial militar no plantão para cuidar de uma cidade com 6,6 mil habitantes. Jussara não tem nenhum policial civil. A falta de efetivo já foi objeto de um ofício encaminhado pelo prefeito Moacir Luiz Ferreira Valentini (PSDB) para o comando da Polícia Militar do Paraná. ``A situação é caótica. Um policial para atender a nossa cidade é muito pouco. Solicitamos recomposição do quadro ao comando da Polícia, mas não obtivemos sucesso´´, revelou. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Estadual de Segurança Pública justificou que o deficit no efetivo policial é reflexo da falta de planejamento da última administração. O governo contratou 3,1 mil policiais ano passado e abriu recentemente concurso para contratação de mais 5 mil profissionais. A polícia prendeu uma quadrilha em Goioerê suspeita de participar do ataque a agência bancária da cidade na terça-feira. Porém, não conseguiu apreender o dinheiro furtado. O presidente da Federação dos Vigilantes do Estado do Paraná, João Soares, alerta só a contratação de pessoal não garante o fim dos ataques a caixas eletrônicos. ``Os bandidos perceberam que a praticidade em relação ao explosivo é muito grande ante ao maçarico. O Estado tem que ter um controle mais efetivo com relação a comercialização de dinamite. Por outro lado há necessidade da implementação de leis que regulamentem os locais para instalação de caixas eletrônicos e suas formas de segurança.´´ |