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A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina abriu procedimento para investigar se funcionários da Centronic, empresa de vigilância contratada pela Prefeitura de Londrina para fazer a segurança de prédios públicos entre 2009 e 2010, teriam trabalhado no prédio da Rádio Brasil Sul, que pertence ao prefeito Barbosa Neto (PDT). Representantes da empresa prestaram depoimento na tarde de sexta-feira, na sede do Ministério Público (MP). O prefeito deve depor esta semana. De acordo com o promotor Renato de Lima Castro, a denúncia da irregularidade chegou ao MP por meio de uma ação trabalhista. Um vigilante da Centronic, que já deixou o emprego, teria comprovado que, mesmo contratado pela Prefeitura, prestou serviço na rádio do prefeito. Castro informou que o procedimento investigatório foi aberto no dia 16 de março e que várias pessoas já foram ouvidas no caso. Segundo o promotor, dois vigilantes que dizem ter trabalhado na segurança da rádio apresentaram holerites que mostram a contratação pela Centronic para trabalhar pela Prefeitura de Londrina. “A prova é incontestável”, disse. Para Castro, a irregularidade está comprovada. Ele afirmou que uma funcionária da Centronic, que prestou depoimento na sexta-feira, disse que os vigilantes eram vinculados ao contrato com o Município. O prefeito Barbosa Neto negou as irregularidades durante entrevista coletiva à imprensa na manhã de sexta-feira. “Não tem recurso público na Rádio Brasil Sul”, garantiu. Para ele, o Ministério Público está no seu papel de investigar as denúncias. “Essa pecha de corrupto, de inidôneo, não vai pegar na nossa administração e nem na minha pessoa.” Questionado se a Rádio Brasil Sul já havia contratado serviços da Centronic o prefeito negou. “Nunca tivemos. Havia um contrato de permuta. A Centronic presta serviços para diversas outras casas e estabelecimentos comerciais, eventualmente com a rádio Brasil Sul”, disse. ‘Confusão’ O advogado Elias Mattar Assad, que representa a Centronic, disse que “está havendo uma confusão, que será esclarecida com documentos nos próximos dias”. De acordo com Assad, a empresa tinha contrato tanto com a Prefeitura quanto com a Rádio Brasil Sul. “O patrão do funcionário é a Centronic, não a rádio nem a Prefeitura”, explicou. Isso quer dizer que não existe vinculação da pessoa ao órgão que contrata o serviço - ou seja, os vigilantes da empresa poderiam trabalhar um dia para a rádio e outro, para a Prefeitura. “Não há nada imoral nem ilegal nisso”, garantiu. Assad afirmou que o fato de constar no holerite o nome da Prefeitura de Londrina como contratante do serviço não prova irregularidades. “É controle interno da empresa, não significa nada. Vamos provar que a rádio pagava as despesas dos vigias e a Prefeitura, dos vigilantes.” Caso as irregularidades sejam confirmadas pelo MP, o promotor Renato de Lima Castro informou que o prefeito poderá responder por improbidade administrativa. |