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A CADA DIA CRESCE O ÍNDICE DE ATAQUES A CARRO FORTES NO BRASIL

16Mai


O Ano de 2018, não começa nada bem para os profissionais da segurança privada no setor de transporte de valores, o início do mês de Janeiro até o mês de Maio já estão registrado 32 ataques a carro forte no Brasil, a cada três dias um ataque a carro forte é efetuado.  São Paulo mais uma vez lidera o ranking de ataques a carros-fortes, com 05 ocorrências já registradas. Seguido de Paraíba e Bahia com 04 ataques e Pernambuco com 03, fechando em quarto lugar no ranking.

No ano de 2017, o Rio Grande do Norte, fechou a ano em 5 lugar no ranking, liderado por São Paulo em 1º com 22 e Pernambuco em 2º com 21. Dados já apresentados no de 2016 fecham em 68 ataques. No ano de 2017 há um acréscimo de 68% finalizando em 108 ataques a carro forte a nível Brasil.

Aumento da violência.

A forma dos ataques tem se mostrado cada vez mais violentos, o que aumenta o risco de morte ao trabalhador, 90% dos ataques são de explosivos contrabandeados ou desviados da atividade de exploração mineral. Em dois anos (até setembro de 2017), 85,3 toneladas de explosivos clandestinos foram apreendidos no país em operações federais. O Rio de Janeiro está no topo desse ranking. Além dos explosivos, as quadrilhas tem um poder de fogo superior aos dos vigilantes, os bandidos adotam armamentos de guerra, como fuzis AR-15 - AK-47 e 762, bem como metralhadora ponto 50.

Vigilantes pedem socorro.

A violência tem feito milhares de trabalhadores vítimas dos ataques a carro forte no Brasil, infelizmente só este ano com duas mortes registrada de vigilante em atividade de transporte de valores, primeiro caso com morte cerebral no estado do Piauí e o segundo caso no interior de São Paulo, como tudo isso, os trabalhadores tem seu sofrimento pós-sinistro muitos difíceis como, noites sem dormi, preocupação com seu emprego sem saber se retornam ao trabalho, familiares todos preocupados com a situação, pressão das empresas para que seja feito relatório interno sobre os fatos ali ocorrido sem nenhum tipo de assistência, bem como, se não bastasse às empresas agora querem barganhar em cima do trabalhador, transferindo sua total responsabilidade do fato para eles aplicando demissões por justa causa nesses trabalhadores que sofreram os ataques, transformando-os em culpados por não ter protegido o patrimônio da empresa, pois na cabeça deles, o dinheiro vem em primeiro lugar. Dados do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Cerest/RN, apontam que hoje já estamos com um registro de 50 trabalhadores afastados com problemas de transtornos psicológicos relacionados ao setor de transporte de valores. No Rio Grande do Norte, hoje temos uma principal preocupação destes trabalhadores que é o que os espera no seu retorno ao trabalho.

Objetivos a alcançar

Atendendo a solicitação do SINDFORTE-RN, a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV-PS), solicitou a Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada CCASP/DPF, a criação de um Grupo de Trabalho destinado a discutir o elevado índice de ataques a carros-fortes no Brasil, as Bases de Transporte de Valores e as consequencias destes ataques para a sociedade e para a segurança privada. A solicitação foi acatada e logo mais começarão as reuniões com sugestões na tentativa de melhorar a triste realidade vivida hoje pelos trabalhadores de transporte de valores no Brasil.

A CNTV-PS é a única entidade de trabalhadores de segurança privada que participou de todos os grupos de trabalho criados pelo Departamento de Policia Federal.

Fonte: Sindforte-RN

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