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Direitos trabalhistas são defendidos em encontro de Redes Sindicais

29Ago

Em ) - 13 2011 2012

Escrito por: Mara Grabert, com informações de Valter Bittencourt e José Drummond


Na última semana, de 22 a 24 de agosto, aconteceu no Hotel Braston, na cidade de São Paulo, o 5º e último módulo de formação e capacitação de três dias cada, com a participação de cerca de 50 representantes de 11 redes sindicais metalúrgicas e químicas de empresas alemãs instaladas no Brasil ou empresas brasileiras instaladas na Alemanha.

Neste 5º e último módulo, o foco do encontro de redes foi a Negociação Coletiva em empresas multinacionais. Os trabalhadores e trabalhadoras simularam uma mesa de negociação entre sindicalistas e empresários e debateram estratégias para sustentar uma demanda e sua negociação.

O secretário-geral e secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, João Cayres, presente no encerramento, enfatizou a importância das redes sindicais para a Organização no Local de Trabalho.

"Esse tipo de preparo é fundamental para que os representantes das redes conheçam as dificuldades de uma negociação e que estejam preparados para enfrentar a dura e árdua batalha no momento de negociar os direitos dos trabalhadores, que é muito mais que uma questão salarial. Abrange desde trabalho decente à garantia dos direitos conquistados e a luta por novas conquistas", disse João Cayres.

O representante da CUT Nacional, José Drummond destacou as estratégias desse projeto CUT/IOS/DGBBW/CNM/CNQ, que se iniciou em 2011 e vai até dezembro de 2014.

"É uma abordagem diferente para a "estratégia de organização de redes sindicais em multinacionais" da CUT e seus ramos, neste caso envolvendo CNM e CNQ que são os dois ramos que junto com seus congêneres na Alemanha (IGMetall e IGBCE) decidiram unir forças nesta estratégia.No caso deste projeto, que é a parte "brasileira" de um projeto que a DGB tem com vários parceiros da America Latina e que é chamado de "Promoção de Direitos Trabalhistas na AL", tem como foco, levando em conta a nossa experiência em organização de redes", esclareceu.

Segundo Drummond, o objetivo será até 2014 atingir um nível de "boas práticas" baseadas em normas internacionais da OIT e OCDE e levando em conta a experiência alemã na "prática do Diálogo Social Permanente", questionando o "por quê?" as mesmas não podem ser praticadas aqui como na Alemanha.

O que pretendemos, afirma Drummond, "é colocar em prática as premissas existentes em Declarações da OIT e da Alemanha, além da UE, do direito de informação e consulta praticado nas empresas por lá. Para isso é preciso que os trabalhadores estejam representados unitariamente (de preferência) em alianças sindicais que chamamos de REDES, para que possam ir à mesa unidos e não divididos entre vários sindicatos, enfraquecendo o poder de negociação", complementa Drummond.

O Instituto Observatório Social - (IOS) é o responsável por fornecer informação qualificada e formação para o trabalho das redes sindicais. O projeto também procura mostrar como as redes e os sindicatos podem atuar de forma colaborativa para melhorar as condições sócio-trabalhistas.

O objetivo do IOS é que o trabalho das redes sociais que fazem parte do projeto seja fortalecido, incidindo positivamente, neste sentido, nas condições de trabalho e na mobilização e organização sindical.

Apresentação do ACE

Os participantes desse último módulo puderam conhecer melhor os detalhes do Acordo Coletivo Especial - ACE, apresentado pelo dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Teonilio Costa, o Barba.

A exposição dos detalhes do ACE proporcionou maior conhecimento desse projeto de negociação desenvolvido pelo SMABC.

Participaram desses cinco módulos as seguintes redes:

Redes metalúrgicas:ThyssenKrupp, Vallourec/Mannesmann, Stihl, Leoni (alemãs) e WEG (brasileira);

Redes químicas:Henkel, Knauf, LindeGases, Schott (alemãs), Braskem e CBC (brasileiras).

Os temas dos módulos desenvolvidos no ano de 2012 foram:

- Globalização e seus impactos para o mundo do trabalho e os sindicatos (Março);

- Redes Sindicais e concepção e estrutura sindical (Abril);

- Responsabilidade e Diálogo Social (Junho);

- Normas e Instrumentos Internacionais sobre o trabalho (Convenções OIT, Normas da OCDE, ISO 26000, etc) (Julho);

- Negociação Coletiva em empresas multinacionais (Agosto)

José Drummond explica que em 2013 estes módulos serão realizados novamente, para novas turmas das mesmas empresas. "De agora em diante, as redes procurarão se fortalecer junto às bases, melhorando a comunicação e participação e buscar a adesão de sindicatos que ainda não estão fazendo parte. Assim como, iniciar as reuniões com as empresas em busca de um compromisso de aceitação do Diálogo Social, o que implica em reconhecimento da Rede Sindical e das OLTs como interlocutores", complementa o assessor.

Pela CNM/CUT participaram os Sindicatos dos Metalúrgicos de Taubaté, Sorocaba e Salto.

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