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Sindicatos questionam decisão do CMN

03Mai

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Londrina - Uma medida que deve tornar ainda mais precária a já frágil segurança das agências bancárias e postos de atendimento. Assim é definida pelas entidades ligadas aos bancários a recente decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que acabou com as restrições para abertura de agências e postos de atendimento aos clientes. Desde o último dia 25, as instituições financeiras podem instalar sua rede de atendimento de acordo com as próprias estratégias. Isto, segundo informou o Banco Central, dará liberdade para que os bancos inaugurem mais postos de atendimento (que não precisam ter guichês para atendimento pessoal), e não necessariamente agências.
O presidente da Federação dos Bancários do Paraná e vice-presidente da Confederação Nacional dos Bancários, Gladir Antonio Basso, informou que as instituições que representa são contrárias à abertura de novos serviços que não sejam ofertados por meio da contratação de bancários e que não garantam segurança compatível com o tipo de atividade. Se o banco cria extensões das agências, tem que ter bancários e contar com os mesmos critérios de segurança. Isto não vem sendo respeitado nos últimos anos, com a extensão dos serviços bancários a lotéricas e modalidades como Banco Postal e Banco Popular (Rede Cash). O resultado são os constantes assaltos, que deixam a população cada vez mais vulnerável.
Segundo Basso, existem hoje no País mais de 180 mil correspondentes bancários, que funcionam sem a presença de bancários, que são, segundo ele, profissionais melhor preparados, inclusive, para manter o sigilo financeiro dos clientes. Os bancos apresentam lucros estratosféricos, não há por que não contratar, argumenta o presidente da Federação.
O Sindicato dos Bancários de Londrina defende posição semelhante. De acordo com o presidente da entidade, Wanderley Crivellari, a categoria reivindica há algum tempo a realização de uma conferência nacional para discutir a regulamentação do sistema financeiro. Os bancos são concessões públicas, mas hoje a sociedade não participa de decisões que envolvem o seu funcionamento. É um absurdo que eles prestem atendimento com um sistema de segurança tão frágil, que deve se tornar ainda mais precário com essa nova medida do CNM, avaliou Crivellari.
Assaltos
Entre a noite de domingo e a madrugada de ontem ocorreram pelo menos mais dois crimes em instituições bancárias. Em Londrina, uma agência do Banco do Brasil localizada na Rua Araguaia (Área Central) foi invadida domingo, entre 21 e 22 horas, por homens armados de pistola, que renderam o segurança e levaram todo o dinheiro que estava em dois cofres. Os assaltantes amarraram o vigia e na fuga deixaram para trás um maçarico, utilizado para abrir os cofres. A assessoria de imprensa da instituição não revelou a quantia roubada.
Na madrugada de ontem, um caixa eletrônico do Banco Santander, localizado no interior da empresa Tauris - fábrica de capacetes -, em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo informações da Polícia Militar, cinco homens fortemente armados invadiram a sede da empresa e, com o uso de dinamite, explodiram o caixa, fugindo com o dinheiro. A polícia não souve informar a quantia levada. (Colaborou Maigue Gueths/Equipe da Folha)

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