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Bancários pedem mais segurança

10 Abr

A situação da segurança das agências bancárias e dos caixas eletrônicos é preocupante, diz o presidente do Sindicato dos Bancários, Euclides Fagundes. Para discutir a situação, Fagundes participa da reunião que já está agendada e que acontece amanhã, dia 11, em Brasília, com a Federação Brasileira dos Bancários, Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Polícia Federal e representantes da Segurança Privada.

É preciso dicscutir o que se pode fazer para melhorar a segurança. Afinal, diz ele, só os cinco maiores bancos – Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander – tiveram lucros que somam R$50,74 bilhões, mas, só investiram em segurança o equivalente a R$10 milhões.

A segurança, principalmente com relação às agências e caixas eletrônicos, deixa a desejar em todo o país. Só na Bahia, neste trimestre, já foram registradas 65 ocorrências (assaltos e roubos a caixas eletrônicos). No ano passado, neste mesmo período, ocorreram 23, quer dizer: houve um aumento de 182,6% no número de ocorrências, segundo informações do Sindicato dos Bancários.

Entre as cidades mais afetadas, Salvador lidera com 35 ataques registrados em todo o ano de 2011. Este ano, só no primeiro trimestre, já aconteceram 14. As outras cidades com mais registros de ocorrências são Simões Filho, Camaçari, Feira de Santana e Amargosa.

Violência – A violência que acompanha a ação dos bandidos é outro fator preocupante, afirma Fagundes. Segundo registro policial, só este ano, foram 13 casos envolvendo reféns. Em Feira de Santana, um gerente foi rendido em uma tentativa de assalto. Na cidade de Castro Alves, no dia 9 de janeiro, três homens foram feitos reféns por duas horas, durante um assalto a uma agência do Banco do Brasil.

Um deles, escrivão de polícia, foi baleado no joelho. Um motorista da prefeitura que estava no local foi baleado na barriga. Um dos assaltos deste ano também terminou em morte. Em Governador Mangabeira, a 133 quilômetros de Salvador, o vigilante de uma agência do Banco do Brasil foi morto durante um ataque.

No último domingo, um caixa eletrônico do Banco do Brasil localizado no bairro de Pituaçu foi arrombado e roubado na madrugada. Segundo informações da 39ª Companhia Independente da Polícia Militar, os assaltantes utilizaram um maçarico para abrir o equipamento e levar todo o dinheiro

Apesar do aumento e do uso de violência, para a polícia, os assaltantes estariam tentando ser mais discretos. O maçarico, “arma” que vem sendo utilizada pelos bandidos, está agora sendo preferida em relação aos explosivos, pelo risco de danificar o dinheiro, caso seja usado de modo errado.

“As explosões chamam muita atenção. Se podem chegar num local e fazer o seu trabalho em silêncio, então vão usar mecanismos que permitam isso”, afirmou o delegado chefe da Polícia Civil, Hélio Jorge

Clonagem de cartão

Outro problema que também vem tirando o sono de usuários do dinheiro de plástico são as clonagens. Ter um cartão de crédito já abre uma nova porta para um perigo quase iminente aos usuários do dinheiro de plástico. Não é novidade que os cartões magnéticos são clonados de maneira grosseira por todos os cantos do país.

Entretanto, segundo informações da Febraban, o prejuízo causado por este tipo de fraude já ultrapassou a casa dos 31 milhões de reais só no primeiro semestre de 2009. Esse valor ainda não atinge grandes quantias se comparado à compra total via cartão de crédito no Brasil, mas já chegou a 1% deste todo.

Os “cartãozeiros”, como são chamados os fraudadores de cartões magnéticos, possuem diversas táticas para fazer com que o dono do cartão caia em um golpe. Há alguns anos, antes da introdução dos cartões com chip no mercado, o índice de clonagens era muito maior.

Se ação fosse realizada em um caixa eletrônico em uma agência bancária (o que não é nem um pouco incomum) os bandidos colocariam o “chupa-cabra” – aparelho usado para copiar as trilhas magnéticas do cartão – no leitor de cartões e, em um lugar um pouco mais alto, filmariam o cliente digitando a senha. Estes aparelhos que roubam a identificação magnética dos cartões nada mais são do que leitoras comuns alteradas para que passem a gravar estes códigos e reproduzi-los em cartões quaisquer.

No entanto, este método é um tanto grosseiro para os padrões tecnológicos que temos hoje. Infelizmente, a tecnologia também chega para auxiliar organizações criminosas e usuários mal intencionados.

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