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Estudantes gritam contra aumento e bispo rejeita prêmio no Congresso

22 Dez


O aumento de 61% para os parlamentares e de mais de 100% para a presidente eleita, seu vice e os ministros do Estados causou mais protestos no Congresso nesta terça-feira (21). Um grupo de cerca de 100 estudantes universitários foi barrado ao tentar entrar na chapelaria do Legislativo com cartazes criticando o aumento para R$ 26.700 para deputados, senadores, Dilma Rousseff, Michel Temer e futuros ministros de Estado. O bispo Manoel Edmilson da Cruz rejeitou, em meio a uma sessão no plenário do Senado, receber uma homenagem, a comenda Dom Hélder Câmara.

O bispo disse agir sem ressentimentos ao não aceitar a premiação. “Sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-laâ€, afirmou Cruz, sendo aplaudido em seguida pelos presentes. “Ela [a comenda] é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho.â€

O bispo lembrou do efeito cascata do aumento e ainda exemplificou algumas categorias profissionais que não conseguem aumentos salariais dignou. “O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera parlamentares?â€, disse Cruz. Ele afirmou que os motoristas de ônibus de Fortaleza, por exemplo, buscaram um aumento de 26% este ano, mas, com esforço, só obtiveram 6%.

Barrados

Os estudantes tentaram entrar no Congresso, mas foram impedidos pela Polícia Legislativa e pela Polícia Militar. Acusaram os policiais de darem um choque em um garoto de 14 anos. O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou que os homens da Casa portavam armas elétricas, mas não as utilizaram nesta ocasião.

A manifestação continuou no gramado do Congresso. Os estudantes se posicionaram para compor um cifrão ($) em frente à Câmara e ao Senado. “Qualquer aumento é abusivo em relação ao aumento do salário mínimo, que foi de apenas 5%â€, disse o estudante de letras Pedro Lucas Grace, de 18 anos. Cartazes diziam “Chega de fazer o povo de palhaço $$â€.

Ele afirmou que o grupo até tentou entrar em fila indiana nas dependências do Legislativo, mas foi impedido. Araújo disse ao Congresso em Foco que as visitas ao Senado – que acontecem todos os dias – foram suspensas. “Aqui não é lugar de manifestaçãoâ€, disse o diretor da Polícia Legislativa.

Araújo disse que é diferente a postura dos estudantes dos aposentados que, frequentemente, tomam as galerias do Senado e da Câmara para pressionar por reajustes. De acordo com o diretor da Polícia, os aposentados vêm atrás de um projeto específico, ocupam as galerias silenciosamente e estão trajados de forma adequada para o Congresso.

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