Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 11/10/2012
Agente da PRF que matou vigilante é indiciado por homicídio doloso
Vigilante assassinado
 
A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (10) o inquérito instaurado para apurar as circunstâncias do assassinato a tiros do vigia David Martins dos Santos,37 anos,ocorrido no último dia 24de setembro, em Santarém,oeste do Pará.O policial rodoviário federal Carlos André da Conceição Costa foi indiciado por homicídio doloso – quando há a intenção de matar – pelo delegado Gilvandro Furtado, da Divisão de Homicídios, responsável pelas investigações do crime.

O policial foi transferido nesta quarta-feira de Santarém parao Presídio Estadual "Coronel Anastácio das Neves", específico para servidores públicos presos, situado no distrito de Americano, em Santa Izabel do Pará, nordeste do Estado.O delegado tomou odepoimento do preso na sede do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Santarém. A audiência foi acompanhada pelos promotoresde Justiça Ione Nakamura, Gilberto Lima Souza Filho e Adler Calderaro Sirotheau.

No depoimento,o indiciado voltou a alegar a tesede legítimadefesa. Carlos Costa relatou que é lotado na Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Brasília, e que estavade férias em Santarém,deonde é natural. Ele contou que caminhava pela praça do Mirante do Tapajós, naorlade Santarém, à noite, quando percebeu um homem com uma arma na cintura, revistando quatro jovens no local.

Acreditando que se tratavade um assalto, ele resolveu sacar a arma pessoal, uma pistola calibre .40, e se identificou como policial para a vítima, mandando queo homem levantasse as mãos. O vigia, contudo, teria sacado a armade fogo, fazendo com queo policial rodoviário federal disparasse.O laudo de necropsia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Santarém mostrou queo homem foi alvejado com dois tiros na região torácica.

Depois dos tiros, Carlos Costa acionou a Polícia Militar eo serviço de ambulância do Serviço de Atendimento Móvelde Urgência (Samu), para prestar socorro à vítima, que não resistiu e morreu. Após ser feito o procedimento na seccional, foi aberto inquérito para apurar as circunstâncias do fato. As armas usadas pelo policial e a do vigia, um revólver calibre 38 com numeração raspada, foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

O laudo comprovou que os tiros que levaram à morte da vítima partiram da arma do policial. Como se tratoude apresentação espontânea, segundo a legislação brasileira, Carlos não pode ser autuado em flagrante e, assim, foi liberado. Com adecretação da prisão preventiva,o policial rodoviário federal ficou preso, na sede da PRF, na capital federal, até ser transferido para Santarém, porordem da Justiça.

Duranteo inquérito, diversas testemunhas foramouvidas e afirmaram queo autor dos disparos contrao vigia foi Carlos André, que permanecerá preso à disposição da Justiça para ser levado a julgamento.