Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 14/12/2011
Bahia registra 107 ataques às agências
Criminalidade em alta
 
O ano de 2011, sem dúvidas, é um dos mais violentos quando se trata de segurança bancária. Assaltos, explosões, sequestros e saidinhas bancárias fizeram parte do noticiário durante todos os meses. Na Bahia, assim como em outros estados, o índice assusta. Até ontem, foram 82 assaltos e 25 explosões de terminais de autoatendimento. No total, 107 ocorrências.

As estatísticas, inclusive, já ultrapassaram as de 2010, mesmo faltando alguns dias para acabar 2011. No ano passado foram 60 assaltos - 10 em Salvador e 50 no interior, onde a segurança é mais frágil.

Os bancários são as principais vítimas das ações das quadrilhas. “O fato de trabalhar numa agência já é, em si, uma exposição. E, embora haja a triagem pelo detector de metais na porta giratória, falhas existem”, afirma a funcionária da Caixa, N. L. A.

Os clientes também passam por maus bocados. A assistente administrativa, Tainá Soeiro, revela que o clima de insegurança é constante quando tem de ir ao banco. “Dia de pagamento é pior porque sabemos que os bandidos também estão atentos e o sistema é muito precário”, diz.

Para o professor e pesquisador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, Nilton José Ferreira, a culpa é dos bancos. “Se a pessoa vai montar um comércio, tem de calcular os custos com água e luz, por exemplo. Se ela monta um banco, é obvio que deve haver preocupação com a segurança”, afirma.

O professor acredita que “se o banco colocasse, pelo menos, um vigilante durante a noite e investisse em um sistema de monitoramento à distância, 90% dos casos seriam evitados”.